Que o amigo seja para vós a festa da terra
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25 abril 2010

Bodas de prata em cativeiro

12 novembro 2007

O que a faz silêncio
























L'Origine del Mondo
Constantin Brancusi, 1920.
Metal e pedra, 76,2 x 50,8 x 50,8.
Dallas Museum of Art.

Bei Brancusi, Zu Zweit

Wenn dieser Steine einer
verlauten ließe,
was ihn verschweigt:
hier, nahebei,
am Humpelstock dieses Alten,
tät es sich auf, als Wunde,
in die du zu tauchen hättst,
einsam,
fern meinem Schrei, dem schon mit-
behauenen, wei
ßen.


Com Brancusi, a Dois

Se destas pedras uma
anunciasse
o que a faz silêncio:
aqui, muito perto,
na bengala deste velho,
isso se abriria, como ferida
em que terias de mergulhar,
solitário,
longe do meu grito, ele também já
talhado pelo cinzel, branco.


Paul Celan, Sete Rosas Mais Tarde, trad. J.Barrento, Lisboa, Cotovia, 1996.

08 outubro 2007

Natura naturata, natura naturans



















Prazeres públicos/ sacrifícios privados (pormenor),
da série Natura naturata - Natura naturans.
Susana Piteira em co-autoria com Rietske van Reey, 2004.
Instalação multimédia, pedra, DVD, som e luz,
2 m.
Em exposição até 19 de Outubro na galeria
Artes Solar Sto. António.

02 agosto 2007

Em proveito de uma multiplicidade



















Cloud Gate
Anish Kapoor, 2004.
(fotografia de
James Morris).
Aço inox, 167,64 cm.
Millenium Park, Chicago.

(…) É sob a forma de graus intensivos, ou quantidades intensivas, que os espíritos mortos têm uma «subsistência», uma vez perdida a «existência» ou a extensão do corpo. É sob essa forma que eles são singularidades, uma vez perdida a identidade do eu. As intensidades compreendem em si o desigual, ou o diferente, cada uma é desde logo diferença em si, ainda que na manifestação de uma qualquer todas estejam implicadas. (…) Singularidades pré-individuais e pessoais, esplendor do Impessoal, singularidades móveis e comunicantes que penetram umas nas outras pelo meio de uma infinidade de graus, de uma infinidade de modificações. Mundo fascinante onde a identidade do eu se perdeu, não em benefício da identidade do Uno ou da identidade do Todo, mas em proveito de uma multiplicidade intensa e de um poder de metamorfose, em que se jogam, uns nos outros, relações de poder. É o estado daquilo que deve ser chamado complicatio, contra a simplificatio cristã. (…)


Gilles Deleuze, O Mistério de Ariana, Lisboa, Vega, 1996.

03 julho 2007

Chenrezig
























Sadaksari Avalokitesvara
Nepal ou Tiebete, entre séc. XIII e séc. XIV.
Cobre dourado, 17,5 cm.
Colecção privada, E.U.A.













Om Mani Padme Hum
…..Om………….Joia………………..Lotus………….. como Om
……………….……..… ….compaixão.…… …..….…….sabedoria

Sagrado coração de diamante.


Tradução da Escola Ogyen Kunzang Choling de Lisboa

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